A administração municipal, porém, mantém a cautela, já que trabalha com projeções de pico da doença para o fim de abril

Dois dias antes de pedir demissão, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que Curitiba pode começar a pensar em alternativas ao isolamento social total. Segundo ele, os números de casos da Covid-19, aliados à estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), possibilitam a capital paranaense a partir para um chamado “distanciamento seletivo”. A administração municipal, porém, mantém a cautela, já que trabalha com projeções de pico da doença para o fim de abril.

A fala se deu durante coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira (15). Em dois indicadores, Curitiba aparece na posição intermediária (amarelo), que possibilitariam os poderes municipal e estadual a pensar em medidas menos restritivas. “É uma outra realidade, Curitiba tem tanto no indicador de vigilância, quanto no indicador de assistência, o amarelo. Então pode ter uma estratégia de distanciamento social seletivo”, disse.

O distanciamento seletivo, segundo o Ministério da Saúde, seria aquele no qual “apenas alguns grupos ficam isolados, sendo selecionados os grupos que apresentam mais riscos de desenvolver a doença ou aqueles que podem apresentar um quadro mais grave, como idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes, cardiopatia etc.) ou condições de risco como obesidade e gestação de risco”.

Anúncio

Oliveira disse na ocasião, porém, que os números são bastante dinâmicos e mudam diariamente. “Cada dia muda, isso não é estático, amanhã pode ficar verde e voltar para o vermelho. Cada dia o gestor municipal modula sua realidade”, explicou.

Em vídeo postado nas redes sociais nesta quarta-feira (15), o prefeito Rafael Greca diz que é importante manter o isolamento rigoroso, pelo menos até o momento. “O nosso trabalho é de sensibilizar a população por recomendação severa de isolamento social, mas nós não decretamos estado de sítio, nós respeitamos o direito de ir e vir e nós procuramos ganhar as pessoas pela inteligência e pelo coração, muito mais que pela força. Porque eu não acredito, como democrata que sou, que a autoridade se imponha pela força”, disse.

Com base em projeções, Curitiba trabalha com pico da Covid-19 para o fim de abril.

BandaB