O lendário animal geralmente é retratado como um enorme réptil marinho, mas exames de DNA da água do lago descartaram a hipótese. (Foto: StaraBlazkova/Wikimedia)

Um dos mistérios mais famosos do mundo pode estar próximo de ser resolvido. O monstro do Lago Ness pode ser uma enguia gigante, disse uma equipe de cientistas da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, ao jornal britânico The Guardian. Os cientistas responsáveis por um dos maiores estudos de DNA encontraram a presença de três mil espécies nas áreas escuras do lago escocês.

Apesar da maior parte do DNA verificado pertencer a criaturas pequenas, foi ainda detectado vestígios de porcos, veados, peixes e humanos. O professor Neil Gemmell, que conduziu o estudo, afirmou que as enguias podem crescer até um tamanho extremo.

“É possível que existam enguias gigantes”, disse Gemmell no centro dedicado à figura mítica do lago da Escócia, mas ainda assim “depende da percepção de ‘gigante’ que as pessoas têm”.

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A teoria da enguia volta a estar agora em destaque como explicação, depois dos avistamentos de uma criatura no lago em 1933. Durante as décadas seguintes, a imagem de uma silhueta no lago gerou controvérsia e colocou diversas hipóteses em cima da mesa sobre que bicho seria aquele da fotografia. Em 2003, a BBC financiou uma extensa investigação até o fundo do lago, recorrendo à utilização de sonares, mas nada foi captado pelo equipamento.

No entanto, o líder da investigação assume que não tem a certeza sobre as suas descobertas porque “o DNA que estamos a detectar pode ser de uma enguia gigante ou de muitas enguias pequenas”. O estudo da universidade neozelandesa retirou 250 amostras de DNA do lago, a diversas profundidades. “Não encontramos crocodilos, não encontramos lagartos e não encontramos cobras”, revelou.

Como surgiu o conceito monstro do Lago Ness?

O primeiro registo escrito de um monstro a viver nas águas escocesas surgiu no século VI pela obra do irlandês Santo Columba. A foto mais famosa do Nessie (como era apelidado o suposto monstro) foi tirada em 1934 e mostra uma cabeça ligada a um longo pescoço saindo da água.

Essa foto foi, 60 anos mais tarde, revelada como uma fraude. Era apenas um modelo de monstro marinho anexado a um submarino de brinquedo. Desde então, várias equipes de investigadores tentaram encontrar o monstro, sempre sem sucesso.

A tentativa mais recente foi realizada há três anos, quando um drone marinho de alta tecnologia localizou um monstro – mas não era o que procuravam. Acabaram por descobrir a réplica usada nos anos 1970, no filme “The Private Life of Sherlock Holmes”, afundada no lago.

O Sul