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Se você já teve o computador infectado por algum tipo de vírus, sabe o trabalho que dá para se livrar dele. Cada vez mais sofisticados, eles podem causar prejuízos para a máquina e para o usuário, seja com perda de arquivos ou até exposição de dados pessoais e financeiros.

Os vírus são programas desenvolvidos para alterar de forma nociva e clandestina os softwares instalados no computador. Eles possuem um comportamento parecido com o de um vírus no nosso corpo: precisam de um hospedeiro, se multiplicam e esperam o momento certo para atacar. Além disso, são difíceis de serem descobertos e dão trabalho para serem eliminados.

Mas se você acha que eles têm causado problemas há pouco tempo, está enganado. Eles são velhos conhecidos dos usuários. Especialistas tem opiniões diferentes sobre qual foi o primeiro vírus de computador, mas acredita-se que o “The Creeper” possa ser o pioneiro. Ele surgiu há amis de 40 anos e era capaz de invadir a máquina e ainda deixava a mesage “I’m the creeper, catch me if you can” (Eu sou assustador, pegue-me se for capaz) no monitor do computador afetado. Foi aí que surgiu o primeiro antivírus da história também, chamado Reaper.

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Outra ameaça da computação foi o Elk Cloner, criada em 1982 por um garoto de 15 anos. Ele infectou um dos computadores mais poderosos da época: o Apple II. Apesar disso, o termo “vírus” só começou a ser usado alguns anos depois, após quatro programadores americanos desenvolverem um jogo chamado Core Wars. A ameaça consistia em ocupar a memória RAM do computador. O jogo ficou famoso nas universidades e havia disputa para acabar com a memória do outro primeiro. Na época, eles eram incentivados pelos professores, que queriam ver programas mais elaborados pelos alunos, sem a intenção de causar danos reais.

Somente em 1986 é que as primeiras grandes infecções aconteceram. Surgiram os vírus Brain e Bouncing Ball (conhecido no Brasil como Ping Pong), que infectavam o setor de boost dos disquetes. Depois apareceram os vírus que afetavam arquivos com extensões específicas.

Outro vírus que se popularizou (e irritou muitos usuários) foi o Casino. Ele ficava escondido no computador e se manifestava apenas em datas especificas. O vírus era capaz de apagar a estrutura básica de qualquer disco DOS onde houvessem dados.

No entanto, o próprio vírus guardava uma cópia de segurança na memória RAM do computador e o usuário poderia recuperar caso ganhasse uma partida contra ele. Em caso de perda, o computador seria reiniciado e precisaria ter o MS-DOS reinstalado. Imaginem a dor de cabeça!

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