Imagem: Banda B
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Convocada pelas centrais sindicais, greve é nacional em protesto contra a reforma da Previdência

Trabalhadores de pelo menos 30 categorias prometem parar nesta sexta-feira (14) no Paraná, em adesão à greve geral chamada pelas centrais sindicais. Já estão confirmadas a participação de bancários, metalúrgicos, professores e principalmente servidores em diversas áreas. Por outro lado, motoristas e cobradores de Curitiba e Região Metropolitana não devem aderir, informou o Sindimoc, e os ônibus devem circular normalmente.

Convocada pelas centrais sindicais, a paralisação tem como principal alvo o projeto de mudança nas aposentadorias apresentado pelo governo Bolsonaro.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Elias Jordão, a intenção é fechar inicialmente as agências do centro de Curitiba. “Por unanimidade, a categoria decidiu participar da greve geral. Teremos um forte contingente de trabalhadores atuando na regiçao central de Curitiba, a princípio, e a intenção é que todas sejam fechadas. Ao longo do dia a intenção é expandir a paralisação em outros bairros e cidades da região Metropolitana”, disse Jordão à Banda B.

Ônibus e escolas

O vice-presidente do Sindimoc, Rogério Campos, disse que o sindicato está percorrendo as empresas e, a princípio, a categoria na deve parar nesta sexta. “Estamos indo de empresa em empresa conversando com trabalhadores vendo o que decidem, estamos ainda em consulta (…) o que estou notando é que a categoria não está muito favorável em parar”, afirmou Campos à Banda B.

Já nas escolas estaduais, de acordo com a APP-Sindicato, a adesão deve ser grande. Com o mote ‘Reaja ou morra trabalhando”, o sindicato está mobilizando a categoria para participar da greve. A orientação para os pais de alunos da rede pública e também particular é consultar cada escola para verificar se haverá aula ou não.

Os metalúrgicos também devem participar e anunciaram que serão realizadas cinco carreatas “gigantescas” em Curitiba no dia da manifestação geral.

Movimento nacional

O movimento, que é nacional, é em protesto aos cortes de orçamento destinados à Educação e a Reforma da Previdência.

Em São Paulo, motoristas de ônibus e metroviários, por exemplo, definiram adesão. Devem ser afetados os trens da CPTM e as linhas 1, 2 e 3 do metrô, além da circulação de ônibus.

Na sexta, a seleção brasileira estreia na Copa América contra a Bolívia, às 21h30, no estádio do Morumbi, em São Paulo. A chegada ao estádio pode ser feita a partir da Linha 4 do Metrô, que deve seguir em funcionamento.

Antonio de Souza Ramalho, presidente do Sintracon (dos trabalhadores da construção), diz acreditar que 90% dos trabalhadores da categoria vão parar na sexta, inclusive pela dificuldade de acesso ao transporte.

Ramalho afirma não ser contra a reforma da Previdência em sua totalidade, mas diz que há pontos na proposta que precisam ser alterados. Ele critica a exigência de 25 anos de contribuição mínimos para a aposentadoria e os 40 anos para aposentadoria com benefício integral.

“Na construção civil, é quase impossível alguém comprovar tanto tempo. É um trabalho de muita rotatividade.”

Medidas judiciais

Em nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos de SP disse tomar todas as medidas judiciais necessárias para garantir o transporte dos passageiros. Informa que o Metrô conseguiu liminar para manter 100% do quadro de servidores nos horários de pico e 80% no restante. Já a CPTM conseguiu decisão pela manutenção completa de seu quadro durante todo o horário de operação.

A secretaria disse considerar o objetivo da paralisação ideológico e contar com o bom senso das categorias para que não prejudiquem mais de 7 milhões de trabalhadores que dependem diariamente do Metrô e da CPTM.

“No momento em que vivemos, esta greve contraria os objetivos do País, ao prejudicar a mobilidade de quem vive em São Paulo e precisa se locomover para trabalhar.”

Banda B

Edi Brachtvogel Boschi

Editora, jornalista e repórter do Jornal Parceiros Net. Autora do Hino do município de Serranópolis do Iguaçu.