A estudante universitária de 22 anos, que sofreu queimaduras após garrafas com produtos químicos serem jogadas pelo morador de um prédio na Rua Alferes Poli, na região central de Curitiba, esteve na manhã desta segunda-feira (12) no Hospital Evangélico para retirar os curativos. Ela lamentou que o responsável pelo atentado contra os clientes do bar, na noite da última sexta-feira (9), não tenha conversado antes de tomar a atitude que deixou duas pessoas feridas.

A jovem contou que, por volta das 21h, sentiu o líquido queimando as pernas. “Estava entre amigos, conversando ali na frente, e tinha em torno de umas 100 pessoas. Pelo o que eu ouvi, não houve reclamação e do nada ouvimos barulho de vidro quebrando. Estava vindo de um prédio que fica ali do lado. O cheiro era muito forte e espirrou na minha perna, onde sofri queimaduras”, descreveu.

Um amigo da jovem, também estudante universitário da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), teve cortes na cabeça ao ser atingido por uma garrafa. Ele precisou levar pontos. A jovem afirmou que nunca tinha visto isso acontecer. “Eu costumo ir lá, mas nunca presenciei nada igual. Sei que já aconteceu com outras pessoas e que a Polícia Militar chegou a ser chamada, mas comigo foi a primeira vez”, contou.

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A jovem lamentou que o morador que atirou a garrafa não tenha procurado ninguém para conversar, no caso dele estar incomodado com o barulho. “Não houve nenhum diálogo. Existem formas legais de você demonstrar insatisfação. Poderia ter sido muito pior. Se alguém estivesse com cigarro acesso, poderia até ter iniciado um incêndio”. finalizou.

Pelo menos cinco objetos foram lançados contra os clientes. O dono do bar vítima do atentado afirmou que o problema é recorrente. “Aqui é bem comum. Muitas vezes os moradores jogam água e gelo. Eu sempre oriento os clientes a não fazer barulho depois das 22h. Os moradores preferem não conversar, apenas jogam as coisas”, lamentou.

A Polícia Militar foi acionada para fazer o Boletim de Ocorrência do caso, que deverá ser levado à Polícia Civil. O espaço está aberto aos moradores para relatarem o que aconteceu.

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