Três municípios do Paraná já oferecem o uso do botão do pânico por mulheres vítimas de violência doméstica, e outros quatro estão em fase de implantação. O equipamento, que alerta autoridades sobre o risco iminente de agressão da mulher, foi previsto em lei estadual sancionada em 2016. Desde então, a proposta está em processo de implantação. Mas, segundo a deputada estadual Cristina Silvestri, autora da lei, em um ritmo mais lento do que o desejado.

Até agora, mulheres que estão nas cidades de Irati, Apucarana e Arapongas já contam com o equipamento. Com o acionamento do botão, elas alertam a polícia sobre o risco de agressão e dão a sua localização exata. Em Curitiba, Londrina, Pinhais e Guarapuava, o uso do dispositivo está em fase final de implantação. O governo do estado assinou um convênio com 15 municípios para oferecer a tecnologia. O pré-requisito é que a cidade tenha patrulha Maria da Penha ou Guarda Municipal. Mas os números de quantas mulheres já têm acesso à tecnologia no Paraná não são divulgados, por questão de segurança.

Para Silvestri, é preciso estimular a criação de políticas públicas para a mulher vítima de violência. Nem todos os municípios paranaenses têm patrulha Maria da Penha ou Guarda Municipal, por exemplo, o que impede a implantação do programa nessas cidades.

Nesta semana, deputados estaduais aprovaram a extensão do uso da tecnologia por idosos. A medida ainda depende de sanção do governador Ratinho Junior.

Fonte Band news