Imagem foi feita pelo telescópio Hubble em 20 de junho. Saturno estava a 845 milhões de quilômetros de distância da Terra. (Foto: Nasa/Divulgação)

O mais recente registro de Saturno, feito pelo telescópio Hubble, da Nasa (Agência Espacial Americana), mostra um brilho excepcional nos anéis do planeta e detalhes atmosféricos que antes só podiam ser percebidos por naves espaciais. A imagem foi captada em 20 de junho deste ano pela Wide Field Camera 3, quando o planeta estava a cerca de 845 milhões de quilômetros de distância.

Ela revela que uma grande tempestade captada na região do pólo norte em 2018 já se dissipou. Outro detalhe que chama a atenção é a cor do planeta. Segundo a Nasa, a coloração âmbar vêm de neblinas produzidas em reações fotoquímicas causadas pela radiação ultravioleta solar.

Também é possível de observar na imagem um misterioso padrão hexagonal, perceptível no polo norte. Segundo a Nasa, este padrão é causado por um jato de alta velocidade, e foi descoberto em 1981 pela sonda Voyager 1.

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De acordo com a Nasa, esta é a segunda imagem captada em uma série anual de instantâneos feitos no projeto OPAL (Legacy Atmospherees Outer Planets). O projeto ajuda cientistas a entender a dinâmica atmosférica dos planetas gigantes de gás do Sistema Solar.

Astronautas

Os astronautas a bordo da ISS (Estação Espacial Internacional) têm a tarefa de realizar centenas de experimentos, mas talvez nenhum seja tão bonito quanto os esforços recentes para estudar o fogo em condições de gravidade zero.

A ideia por trás das belas bolas de fogo é descobrir como tornar as chamas mais eficientes aqui na Terra. Segundo a Nasa, o experimento tem implicações para a nossa compreensão teórica das chamas e como a gravidade afeta a temperatura e a eficiência do fogo.

A Nasa explica a razão pela qual as chamas no espaço se parecem com um “Hadouken” (foto acima) de “Street Fighter”, em vez das compridas labaredas que vemos aqui na Terra:

“Com a quase ausência de gravidade na estação espacial, as chamas tendem a ser esféricas. Na Terra, os gases quentes da chama se expandem enquanto a gravidade puxa o ar mais frio e denso para a base da chama. Isso cria tanto a forma da chama quanto um efeito de tremulação. Na microgravidade, esse fluxo não ocorre. Isso reduz as variáveis em experimentos de combustão, tornando-as mais simples e criando chamas esféricas”.

Luzes misteriosas

O observatório espacial NuSTAR da Nasa, avistou Luzes brilhantes nas cores verde e azul na Galáxia Fireworks, que está a 22 milhões de anos luz da Terra. Na imagem, fontes extremamente brilhantes de raios X foram observadas.

Tais fontes de luminosidade são raras, já que demandam processos com imensas quantidades de energia. O objetivo das observações da NuSTAR é estudar a supernova, a explosão de uma estrela que ocorre em seus estágios finais de evolução.

O estudo explora ainda a possibilidade de a luz vir de um buraco negro que consumiu outro objeto, como uma estrela. No entanto, os autores do artigo afirmam que o evento pode não ser pontual e não descartam outras explicações em potencial para esse acontecimento.

O Sul