A ex-ministra Marina Silva defendeu hoje (5) a convocação de novas eleições presidenciais, caso se comprove que dinheiro oriundo da corrupção tenha “alterado a vontade soberana da sociedade brasileira nas (últimas) eleições”. Segundo Marina, se o dinheiro da corrupção foi usado “para fraudar as eleições, que se casse a chapa Dilma-Temer”. Nesse caso, o caminho constitucional para as novas eleições tem de ser o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou.
Sem se apresentar como pré-candidata a tal pleito, Marina disse acreditar que este caminho é mais legítimo que o do impeachment da presidente Dilma Rousseff, caso o processo seja aprovado via Legislativo. “Antes de falar de pré-candidatura, temos de devolver à sociedade a possibilidade de votar. Antes disso, ninguém pode se colocar como candidato”, afirmou a ex-ministra durante o lançamento da campanha da Rede Sustentabilidade chamada de ‘Nem Dilma, Nem Temer, Nova Eleição é a Solução’.

Marina Silva, que na eleição de 2014 concorreu à Presidência da República pelo PSB, não cogita a saída da presidente Dilma Rousseff do cargo, com a permanência do vice-presidente Michel Temer. “Não existe vice-presidente sem que se tenha eleito um presidente. Se a eleição foi com dinheiro da corrupção, a chapa inteira está comprometida”, afirmou.

Segundo a ex-ministra, não se pode fazer “absolutamente nada” em desacordo com a Constituição. “O que ela (Constituição) assegura é que podemos ter a (possibilidade de) renúncia, o que cumpre com a formalidade, mas não tem a razoabilidade, porque a nossa presidenta parece não entender a magnitude da crise. O processo do impeachment cumpre com a formalidade, mas não alcança a finalidade porque, depois dela, teremos o vice-presidente que, junto com a presidenta, é responsável pela crise que estamos vivendo na política e no caso da Petrobras.”

Para Marina, a melhor via é o TSE, porque, se forem comprovadas as denúncias mostradas pela Lava Jato, o tribunal poderá promover a cassação. “Aí, sim, teremos a formalidade e a finalidade, que é devolver aos 200 milhões de brasileiros a possibilidade de repensar os caminhos da nação.”

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Fonte : Terra