Ao contrário do que muitos imaginam, uma constelação não é a sua concepção artística. Nem tão pouco a união de linhas entre as estrelas. De acordo com a União Astronômica Internacional, constelações são áreas demarcadas por linhas no céu. Algo como um imenso quebra-cabeça formado por 88 peças, ou melhor, 88 constelações.

O que é uma constelação?

Para distinguirmos o que é uma constelação, asterismo e concepção artística, vamos utilizar como exemplo a constelação do Sagitário. A figura abaixo ilustra as três maneiras de observarmos o Sagitário no céu.

Três formas de observar a constelação de Sagitário no céu.

 Observando a figura acima, podemos notar que o primeiro quadro apresenta a constelação como é mencionada pela União Astronômica Internacional: uma área no céu delimitada por linhas. Essa é a definição oficial de constelação, ou seja, todos os softwares de Astronomia, catálogos, astrônomos e qualquer amante da Astronomia que deseja reportar ou relatar as suas observações deve seguir esse padrão.

No caso do quadro 2, intitulado como Asterismo de Sagitário, temos o que chamamos de Asterismo: uma brincadeira de liga estrelas que forma um desenho imaginário no céu da constelação. De fato, muitos desses desenhos não são tão representativos para muitas das constelações existentes, mas são amplamente utilizados pelos amantes das Astronomia Observacional, apesar de não ser oficial. E é exatamente por não ser oficial, que abre margem para várias interpretações. Diferentes softwares apresentam diferentes desenhos da mesma constelação e isso não significa que um ou outro está certo ou errado. Apenas, são maneiras de imaginar a figura no céu, utilizando-se da brincadeira de ligar estrelas.

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Por fim, o quadro 3 apresenta a constelação do Sagitário na forma artística. Novamente, para esse caso, nada é oficial. Porém, como existem diversos catálogos artísticos e, muitos deles antigos e tradicionais, os softwares de Astronomia e Planetários acabam utilizando essas fontes artísticas. Entre os catálogos podemos exemplificar o Uranometria, de Johann Bayer, publicado em 1603 ou o catálogo de Flamsteed, publicado em 1783, pelo astrônomo Real Britânico, John Flamsteed.

Mesmo sem ser considerado um catálogo, o romano Vitruvius, no ano 27 antes da era comum publicou no seu livro De Architectua (Os Dez Livros de Arquitetura), no nono capítulo, duas cartas celestes, sendo que, em uma delas, temos a figura artística do Sagitário. A figura seguinte, apresenta as concepções artísticas interpretadas por Bayer e Vitruvius, incluindo a carta celeste de Vitruvius.

Concepção artística de Sagitário para Bayer e Vitruvius

Marcos Calil no Youtube – live 

Todas as terças feiras, às 21 horas, o professor Marcos Calil entra ao vivo para informar os amantes da Astronomia Observacional sobre quais fenômenos astronômicos observar no céu. Em especial, no programa que gravado em 03 de novembro de 2020, Calil explica como observar a constelação de Sagitário, além de outros objetos celestes que poderão ser observados entre 03 e 10 de novembro de 2020.

Assista agora o programa para contemplar os diversos fenômenos astronômicos que estão ocorrendo no céu da sua cidade e se inscreva no canal:

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