A vítima fala sobre ameaças de morte e agressões por causa de um aluguel atrasado

Uma idosa de 74 anos, que ficou conhecida após ter a casa incendiada no ano ano de 2013, o que fez com que 43 cães morressem queimados, foi vítima de agressões e novamente teve sua residência tomada pelas chamas: agora, de forma criminosa. O incêndio teria sido causado por conta de um aluguel atrasado seguido de ameaças na tarde do último domingo (6), no bairro Hauer, em Curitiba.

“Eu estava devendo o aluguel para o dono da casa há 4 dias. No sábado (5), ele veio com o irmão me ameaçar de morte com uma foice. A polícia veio até aqui depois disso”, explicou a vítima.

Foto: Marcelo Borges/Banda B

No entanto, no último domingo (6), o proprietário teria voltado à casa da idosa após ligar para a irmã dela e afirmar que começaria a ‘matança’. “Se eu não tivesse saído daqui, ele tinha me matado. Ele me deu uma paulada na cabeça e o irmão me pegou pelos braços. Eles iam me matar. Pedi que Deus ajudasse a mim e aos cachorros, e saí correndo”, contou a idosa.

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Depois de agredirem a vítima e atearem fogo na casa, a Polícia Militar foi acionada e a dupla foi presa em flagrante. Ainda não se sabe ao certo quantos animais ela tinha e quantos morreram. Porém, ela falou sobre o ‘Falcão’ e a ‘Preta’ terem sido queimados.

“Eu não quero que esse homem saia da cadeia. Quero que ele pague pelo que fez comigo e com os cachorros. Sempre trabalhei honestamente”, disse a idosa chorando.

À reportagem da Banda B, ela chegou a mostrar filhotes e cachorros queimados.

Acumuladora compulsiva

Em 2013, quando morava sozinha em uma casa de madeira no bairro Boqueirão, também em Curitiba, a vítima perdeu a casa e 43 cachorros para o fogo depois que uma vela teria caído no assoalho da residência. Ela conseguiu sair por uma das janelas e todos que estavam entre as quatro paredes morreram.

De acordo com o delegado Matheus Laiola, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), a idosa claramente é uma acumuladora compulsiva e que, por ser uma doença, precisa receber tratamentos. “Nosso foco agora é tirar os animais daqui, porque a situação é triste e desoladora. Já conseguimos rações”, afirmou.

A DMPA também investigará o caso.

Banda B