Estudantes, funcionários e professores da Universidade de São Paulo (USP) saíram às ruas na manhã desta quarta-feira (15) para protestar contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). No ato, que começou nas primeiras horas do dia, os manifestantes carregam faixas e são acompanhados por caminhões de som, que fechavam a entrada da Cidade Universitária, na zona oeste da capital. 

O número exato de manifestantes que participam desse ato contra os cortes do MEC não foi informado nem pela Polícia Militar, nem pelos organizadores, que avisam que o protesto deve continuar na entrada da universidade até as 9h de hoje, quando os estudantes devem se dirigir à reitoria da universidade.

Hoje, as aulas foram canceladas em uma série de institutos da universidade, que aderiram à greve, inclusive em faculdades que não costumam participar desses atos, como a Faculdade de Economia e Administração (FEA-USP) e a Escola Politécnica da USP (Poli-USP).

Os reitores das três universidades estaduais paulistas – Universidade de São Paulo ( USP ), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) – divulgaram uma nota pública na qual chamam o corte de “equívoco estratégico” e convocam um debate sobre o tema nesta quarta-feira.

As únicas capitais na qual não há atos marcados são Boa Vista, Porto Velho e Natal. Para a manifestação desta quarta, a União Nacional dos Estudantes (UNE) pediu aos manifestantes que vistam uniformes, jalecos ou carreguem livros, simbolizando a educação.

Os alunos das universidades vão parar as atividades nesta quarta, mas a UNE descarta uma greve prolongada. “A nossa convocação é universidade aberta funcionando a todo vapor, porque o sonho do Bolsonaro é que a universidade pare”, diz a presidente da entidade, Marianna Dias, à Folha de S.Paulo .

No último dia 30 de abril, o ministério anunciou um corte de 30% no orçamento das universidades federais . O ministro Abraham Weintraub chamou o corte de contingenciamento e afirmou que os investimentos voltarão após aprovação da reforma da Previdência. Logo em seguida, o MEC  cortou também as bolsas de pesquisa oferecidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) em todo o país.

Fonte: IG