Oito parlamentares são acusados de usar diárias para benefício próprio e quatro servidores também foram presos e dois conduzidos coercitivamente.

Seis vereadores de Itaipulândia, no oeste do Paraná, foram presos nesta terça-feira (12), em operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Até as 10h, outros dois estavam sendo procurados.

De acordo com o próprio Gaeco, 12 mandados estão sendo cumpridos – além dos vereadores, quatro servidores da Câmara foram detidos e outros dois – o contador e o ex-contador da Casa – foram conduzidos coercitivamente a depor no Fórum de São Miguel do Iguaçu.
Todos são acusados de usarem diárias do Legislativo para viagens, estadias e cursos – que, muitas vezes, nem existiam. Os presos foram levados para a sede do Gaeco em Foz do Iguaçu.
O cálculo dos investigadores é de que, em pouco mais de três anos, o grupo tenha causado prejuízo de R$ 700 mil em estadias irregulares.

Na Câmara de Itaipulândia, ninguém foi encontrado para comentar as prisões.
A operação foi deflagrada por volta das 6h30 desta terça-feira e conta com integrantes do Gaeco de várias regiões do Paraná. Os nomes dos envolvidos ainda não foram divulgados pelo Ministério Público (MP-PR).
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Em Santa Terezinha de Itaipu, agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão de documentos relacionados ao pagamento de diárias em 2013 e 2014. As supostas irregularidades já vêm sendo investigadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR).
A assessoria juíridica da Câmara Municipal de Santa Terezinha de Itaipu informou que está prestando as informações solicitadas pelos agentes do Gaeco, que os servidores estão colaborando com as investigações e que aguarda a conclusão dos mandados para se posicionar sobre o caso.
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Contas analisadas
Os pedidos de prisão foram baseados também em investigações iniciadas pelo TCE-PR em 2015 e que concluiu que os vereadores vinham usando as diárias de viagens para aumentar os próprios salários.
Técnicos analisaram documentos como cópias de notas fiscais, de cheques, de ordens de serviços e de certificados de cursos encaminhadas por alguns dos vereadores notificados e concluíram que os parlamentares gastaram demais e de forma indevida. A preferência, apontam, era por viagens para fora do estado e que preveem diárias mais altas.
Em Itaipulândia, os analistas encontraram irregularidades na prestação de contas de funcionários da Casa e de vereadores. Pelo levantando pelo TCE, o grupo poderá ter de restituir os cofres públicos em mais de R$ 14,4 mil. Já em Santa Terezinha de Itaipu, os pagamentos indevidos chegam a R$ 182,5 mil.

Fonte: G1

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